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Como podemos possibilitar aos nossos filhos lidarem com as adversidades?

Atualizado: Mar 1

Natalie Shimada


Vivemos em um mundo imediatista onde tudo é para ontem. Nosso imediatismo vem de uma sociedade que diz: tempo é dinheiro, de um modo de vida onde perdemos o prazer pelo processo, e valorizamos somente a chegada. Por isso, devemos incentivar o prazer por fazer, por preparar, por esperar, por respeitar ciclos naturais. Não é de se espantar que nosso imediatismo reflita na forma de educar e principalmente na forma das crianças lideram com o mundo: Tudo é para já!


E como ensinar nossos filhos o prazer por fazer, a satisfação pelo caminho percorrido e que o resultado é apenas uma consequência? Como ensinar o fazer genuíno sem objetivo final, sem prêmio, sem resultado visível para a sociedade e sem aquela foto para postar nas redes sociais? Como lidar com o desejo não atendido ou com o resultado não alcançado, se nós, adultos, demonstramos intolerância, impaciência e urgência.


Nos espantamos com a “birra da criança” e ignoramos a nossa forma de lidar com o mundo, nossa dificuldade de processar a frustração. Um dos maiores erros que cometemos como pais e mães é assumir a responsabilidade pessoal pelas emoções dos nossos filhos e filhas. Somos tão pressionados a manter a felicidade da criança, que impedimos que nossos filhos e filhas sofram ou enfrentem dificuldades, o que significa que eles e elas não terão oportunidade de aprender com as adversidades da vida, não desenvolvendo confiança, independência e terão medo do mundo em volta em vez de se empoderarem para inovar e criar.


A frustração provoca tristeza, raiva e é parte da vida do ser humano. O que não podemos deixar é essa emoção se tornar algo que prejudique os outros ou a nós mesmos. A questão é: nós, como pais e adultos, precisamos ensinar a sentir essa emoção desde cedo e também dar o exemplo de como gerenciamos nossas emoções, de forma humana, real e honesta. Sem "demonizar" as emoções.

Na primeira infância, a forma como nós, adultos, lidamos com as pequenas e grandes frustrações do dia, molda a forma como a criança entende que deve lidar com os aborrecimentos, com as dificuldades e com o valor que dá para cada situação. Como você lida com um conflito no trânsito? Com um funcionário ou cliente que reclamou? Com a comida que queimou? Em uma viagem valoriza mais a chegada ou a jornada?


Aqui entra a palavra que eu acho que vale ouro: resiliência. A capacidade de lidar e superar as adversidades, aproveitar a dificuldade para aprender e crescer emocionalmente. É o famoso dar a volta por cima. Nós como pais, mães e educadores temos papel importante em permitir nossas crianças a sentir a frustração como força para superação própria e bem comum. A melhor forma de ensinar é a auto-observação, é olhar para si e reconhecer aquilo que deixa chateado, aquilo que dispara nossos gatilhos, é no dia a dia em casa, nas pequenas coisas.


É preciso dar oportunidade para a criança expressar a sua dor, com empatia e encorajamento. A criança aprende a processar a frustração observando nós, adultos.


O que não se deve fazer é suprir a frustração da criança com outro item. Por exemplo, a criança quer muito um brinquedo e com a negativa de tê-lo se joga e chora, para suprir essa frustração, ofertamos um doce para a criança se distrair e parar o “chororô”. O que ensinamos a essa criança? Que quando chorar, se jogar, fazer escândalo ela será recompensada com algo melhor e que talvez até consiga o que deseja dessa forma. Ou que quando sente raiva, tristeza, frustração deve se distrair, se distanciando da situação e não aprendendo com ela.


Seguem algumas dicas de como ensinar nossos filhos sobre a frustração:

  • Valide sentimentos, converse com a criança de forma que a mesma consiga nomear ou exemplificar o que sente;

  • Tenha empatia, demonstre interesse genuíno em entender o que está sentindo com a criança. De forma alguma, minimize os sentimentos dela;

  • Ensine a criança estratégias pessoais para expressar frustração, raiva ou tristeza, ensine a relaxar, seja desenhando, escrevendo, cantando;

  • Se você disse não, se mantenha firme. Empatia não é sinônimo de permissividade. Acolher o choro não significa “sim”;

  • Cozinhar é um ótimo exercício para valorizar o processo. Saber esperar o resultado para degustar, respeitar o tempo de preparo e entender que pode dar errado uma receita.

  • Aceite que você não pode controlar as emoções do seu filho e filha, veja na adversidade como oportunidade de crescimento pessoal


E na sua casa? Como tem ensinado seu filho a lidar com frustração?







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